sábado, 12 de abril de 2014

Servidores do IFCE rejeitam proposta de greve

Fonte: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/
Redação Web | 21h14 | 11.04.2014
As aulas na instituição prosseguem normalmente

IFCE
A assembleia geral foi realizada nesta sexta-feira (11) no campus de Fortaleza
FOTO: DIVULGAÇÃO
Atualizada às 09:40.  Durante Assembleia Geral dos servidores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará(IFCE), realizada nesta sexta-feira, 11/4, no ginásio poliesportivo do Campus Fortaleza, os servidores do Instituto decidiram formar um Comando Geral de Mobilização, integrado por representantes de professores, técnico-administrativos e estudantes da instituição, para cobrar à Reitoria do IFCE respostas para a extensa pauta de reivindicações quanto aos problemas verificados no Instituto. Na assembleia, a maioria absoluta dos votantes rejeitou a proposta de deflagração de greve colocada em pauta.
 
Com o resultado da assembleia geral, as aulas prosseguem normalmente nos 23 campi do IFCE. Nas outras três seções sindicais, os servidores de Iguatu também já haviam rejeitado a possibilidade de greve, enquanto a unidade do Crato sequer pôs o assunto em pauta. Os servidores de Juazeiro do Norte também decidiram não paralisar as atividades e marcaram nova assembleia para o próximo dia 30 de abril.
 
Foi marcada para o dia 25 a primeira reunião do Comando Geral de Mobilização, que já conta com diversos servidores do Instituto que se ofereceram para integrá-lo, incluindo membros da Diretoria Colegiada do Sindicato dos Servidores do IFCE (SINDSIFCE).
 
O reitor do IFCE, Virgílio Araripe, avalia que o resultado da assembleia só mostra a responsabilidade do corpo funcional da instituição. "Nossos servidores sabem que a nossa razão de existir são os alunos, que ainda sofrem os impactos negativos da greve de 2012 e seriam os mais prejudicados caso houvesse nova paralisação. Considero a decisão como um reconhecimento aos esforços que nossa gestão, com a contribuição de todos os servidores, vem fazendo para avançarmos nas áreas de ensino, pesquisa, extensão, assistência estudantil e, sobretudo, gestão de pessoas", avaliou.
 
Reivindicações
 
Entre as questões discutidas na assembleia estiveram precarização do IFCE, falta de pessoal e de infraestrutura, expansão acelerada em detrimento da qualidade de ensino e pesquisa, defasagem salarial, desestruturação das carreiras docente e técnico-administrativa, ausência de diálogo e de instâncias de participação democrática, demora no pagamento do retroativo docente, além da possibilidade de implantação de ponto eletrônico, de quebra do regime de 30 horas e de perda da progressão por capacitação dos técnicos.

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