Fonte: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/
12.04.2014
Buenos Aires.O governo argentino se recusou a reconhecer a greve geral que paralisou o país ontem como um movimento dos trabalhadores. O chefe de gabinete da Presidência, Jorge Capitanich, disse que era “muito difícil avaliar o impacto” da paralisação organizada por três das cinco centrais sindicais argentinas, que reuniu 1 milhão de trabalhadores. Foi a segunda greve contra o governo de Cristina Kirchner em 17 meses.
“A greve pode ser confundida com um locaute patronal (boicote organizado pelos empresários)”, afirmou Capitanich.
O governo sustenta, por meio de seus aliados, que os empresários teriam colaborado com o movimento grevista ao não abrir as portas de seus negócios.
Capitanich fazia alusão a comentários feitos na quinta-feira por aliados do governo que indicavam que diversas empresas teriam colaborado ativamente com os sindicalistas, fechando suas portas para que seus próprios trabalhadores faltassem. Segundo o governo, as centrais sindicais contaram com o respaldo de grupos de mídia, como o Clarín, e a Sociedade Rural, críticos da presidente Cristina.
Capitanich também condenou os líderes sindicais, afirmando que "vários destes sindicalistas que atualmente criticam o governo foram aliados e beneficiados" pela política econômica de Cristina Kirchner.
Para os sindicalistas, o governo tenta se defender recorrendo a “teorias da conspiração”.
A paralisação foi protagonizada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) “rebelde”, a CGT “Azul e Branca” e a Central dos Trabalhadores Argentinos (CTA) “rebelde”, que racharam com o governo. Não aderiram à greve a CGT “oficial” e a CTA “oficial”, alinhadas com Cristina Kirchner.
Os sindicatos exigiram aumentos salariais de 32% a 40% para enfrentar a inflação, redução de impostos para a classe trabalhadora e aumentos das aposentadorias.
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