domingo, 10 de agosto de 2014

Casos de dengue caem 41% neste semestre

Fonte: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/
10.08.2014
Os números da doença foram baixos em julho, tanto em casos gerais como também em quantidade de óbitos

Este primeiro semestre apresentou uma queda de 41% nos casos de dengue no Ceará comparado a igual período do ano anterior, contabilizando 25.834 registros gerais. Desse total, julho foi o mês mais baixo em relação aos casos confirmados.
De acordo com o infectologista Anastácio Queiroz, não é uma surpresa haver a redução. É típico desse mês ocorrer uma baixa. Ela está ligada diretamente com a redução de chuvas desse período. No entanto, a queda não foi simbólica. Em 2013, julho teve 100 casos a menos que junho. Foram 3.874 contra 3.774, respectivamente. Neste ano, foram 1.124 a menos, já que foram 1.290 em junho contra 166 em julho. Além disso, o número de casos em julho deste ano é 3.608 a menos que em julho de 2013.
Ainda que a notícia seja positiva, Anastácio Queiroz alerta. "Isso não deve servir para parar as ações preventivas". Além disso, como ele diz, não se deve pensar menos nessa doença, mesmo estando com poucos casos ou fora da época de epidemia. No momento do diagnóstico médico, é preciso lembrar da possibilidade da dengue.
Sintomas
Aliás, quando a dengue sai de foco nas publicidades, é quando mais as pessoas consideram os seus sintomas como uma virose qualquer e acabam não procurando um médico para diagnosticar e tratar. É por isso que por vezes as estatísticas não são tão reais, como explica Anastácio. Neste semestre, por exemplo, com 172 casos graves, houve um aumento de 22% comparado ao ano anterior, que tinha 169.
Porém, segundo o infectologista, essa estatística deve ser usada como base e não como retrato fiel da doença. Os casos graves tendem a ser diagnosticados com mais frequência, principalmente fora da epidemia.
A explicação está no fato de o paciente procurar o médico apenas quando está com sintomas acentuados. Quando as dores são amenas, elas são relevadas. As pessoas com sintomas mais amenos tendem a ir ao médico mais em época de epidemia. Por ver uma maior publicidade da doença, acaba temendo estar com dengue e ter seus sintomas agravados por não procurar uma solução.
Mesmo com aumento dos casos graves neste semestre, os óbitos confirmados por dengue tiveram uma queda. Foram 22 a menos que igual período do ano passado, o que representa uma baixa de 49%. São 23 de janeiro a julho deste ano contra 45 casos no primeiro semestre de 2013.
Dos casos confirmados neste ano, com 21,9%, a faixa etária de 20 a 29 anos é a que apresenta maiores registros da doença. A segunda, com 16,7%, é de 30 a 39 anos. O intervalo com menor incidência é com mais de 80 anos (1,10%) e menos de um ano (1,51%). Quanto à distribuição dos dados no Estado, a Capital é responsável por 44% dos casos confirmados de dengue grave (DG) e 53% dos de dengue com sinais de alarme (DCSA).
Do total de mais de 25 mil casos gerais neste ano, foram confirmados 8.323. Fortaleza, ficou responsável por 26,4% do total. Com 2.197, em julho foram 48 casos, mais do que qualquer outro município. Só ficou próximo a cidade de Sobral, com 41. Em seguida, tem Jaguaribara, com 23.
Em contrapartida, mesmo se destacando negativamente com o maior número, a Capital também demonstrou queda comparada tanto ao mês anterior como aos outros meses. Foram 327 a menos que junho e 705 a menos que maio. A Regional V, concentrando 768 casos, foi a que apresentou maior incidência. Os bairros, Mondubim (199) e Bom Jardim (196) destacam-se.
Camila Marcelo
Repórter
ARTE CIDADE 3

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