domingo, 26 de outubro de 2014

Eleitor é detido após atear fogo em urna eletrônica

Fonte: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/
Folhapress | 15h22 | 26.10.2014
O crime aconteceu por volta das 9h30 na escola estadual Miguel José da Cunha, localizada na região central de Porteirinha (a 591 km de Belo Horizonte).

URNA
Urna queimada por eleitor em Porteirinha, Minas Gerais.
DIVULGAÇÃO/PM
Um eleitor de Minas Gerais foi preso em flagrante na manhã deste domingo (26) sob suspeita de ter ateado fogo em uma urna eleitoral. Segundo a Polícia Militar, José Milton Pereira, 42, destruiu o equipamento da Justiça eleitoral como forma de protesto.

"Ele diz que é autônomo e não consegue se aposentar por invalidez no INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social)", afirmou a capitã Graciel Rodrigues, porta-voz da corporação.

O crime aconteceu por volta das 9h30 na escola estadual Miguel José da Cunha, localizada na região central de Porteirinha (a 591 km de Belo Horizonte).

Ainda segundo Rodrigues, antes de cometer o crime o suspeito foi submetido a todos os procedimentos de identificação na 226ª zona da 33ª seção eleitoral, onde vota. Assim que conseguiu acessar a urna, ele retirou do bolso um frasco de desodorante que continha gasolina, jogou sobre o equipamento e riscou um fósforo.

"Ele chegou a anunciar aos mesários que atearia fogo na urna, mas ninguém acreditou", disse a porta-voz da PM. A urna ficou visivelmente destruída.
José Pereira não fugiu do local e foi detido por um policial militar que fazia a segurança da seção eleitoral.

Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG), 67 pessoas votaram antes do ato criminoso na urna danificada.

O órgão eleitoral informou que os votos serão computados normalmente porque o fogo não destruiu a mídia que os armazena e que substituiu a urna incendiada em questão de minutos, sem prejudicar o ritmo da votação no local. Em Porteirinha, 30.337 eleitores estão aptos a votar.

José Pereira pode responder na Justiça pelos crimes de destruição de urna eleitoral e por promover desordem. Segundo o Código Eleitoral, a prisão para esses tipos de crime varia de dois a seis anos. O suspeito também poderá ser condenado a pagar multa.

Outro Protesto

Em depoimento à polícia, o suspeito confessou ter feito um protesto semelhante em novembro do ano passado. O alvo foi uma agência do INSS localizada na cidade mineira de Janaúba (a 540 km de Belo Horizonte).
Na ocasião, ele ateou fogo a três cadeiras da unidade e disse ter havido demora no processo administrativo de aposentadoria.

Segundo último balanço do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), divulgado às 14h24, 2.231 urnas foram substituídas no país -0,51% do total- e 66 eleitores foram detidos sob suspeita de cometer algum tipo de crime eleitoral.

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