A famosa estátua “La Republique”, que fica em Paris, aparece por baixo do quadro de Jean-François Millet que mostra dois homens serrando o tronco de uma árvore. A imagem foi descoberta através de uma técnica chamada reflectografia de infravermelho.
A pintura original foi feita para uma competição na França, mas Millet resolveu reaproveitar a tela depois de perder o concurso. O pintor também queria economizar dinheiro. A reflectografia mostrou outros detalhes ocultos, como lágrimas e partes dobradas.

2. A baleia encalhada em “Vista das Areias de Scheveningen”, de Hendrick van Anthonissen

Esse quadro foi finalizado em 1641 e mostra um dia comum nas areias da praia de Scheveningen, na Holanda. Posteriormente, em 1873, ele foi doado para o Museu Fitzwilliam, na Inglaterra. Porém, quando uma estudante foi chamada para restaurá-lo, descobriu-se que a imagem de uma baleia encalhada estava escondida na pintura.
A ideia era só retirar um verniz que ficou amarelado, mas isso acabou revelando o animal morto. Quando o museu recebeu o quadro, entretanto, não havia nenhum sinal da baleia – acredita-se que ela tenha sido coberta entre o final do século 18 e o início do século 19, já que deve ter sido considerada ofensiva a ponto de desvalorizar a pintura.

3. A camponesa em “Grama e Borboletas”, de Vincent Van Gogh

Até mesmo um dos maiores gênios da pintura reaproveitou um quadro pintando algo por cima. A obra-prima “Grama e Borboletas”, de Van Gogh, é quase inteiramente pintada em verde e azul. Porém, por baixo da imagem que vemos, descobriu-se a figura de uma camponesa nas cores marrom e vermelha. O quadro final é de 1887, e a mulher foi descoberta apenas em 2008, através da técnica de raios X fluorescentes.

4. A “photoshopada” em “Isabella de' Medici”, de Cosimo I

O retrato de Isabella de' Medici, do século 16, exposto no Museu norteamericano Carnegie, em Pittsburgh, levantou a suspeita dos historiadores quanto à sua veracidade. Pesquisas posteriores mostraram que por trás da bela moça havia a imagem real da sua face: uma mulher mais velha e menos atraente.
Os especialistas acreditam que a obra foi alterada no século 19 com o intuito de valorizá-la para a venda. Se você reparar bem, vai notar que até mesmo a mão mais gordinha do retrato original foi diminuída para algo mais delicado. E você achando que só as divas de hoje em dia apelavam para o Photoshop, hein?

5. O homem uniformizado em “Retrato de Don Ramon Satue”, de Francisco de Goya

A imagem inacabada de um homem uniformizado foi encontrada por baixo dessa obra de Goya. Como a pintura original não foi finalizada, torna-se difícil definir quem exatamente era o modelo – mas não impossível, é claro.
Os detalhes do uniforme eram utilizados apenas por uma ordem de cavalaria criada por José Bonaparte, irmão mais velho de Napoleão e rei de Nápoles entre 1806 e 1808. Apenas José e outros 15 generais tinham o direito de usar essa vestimenta. Com a queda de José e a ascensão de Joaquim Murat, Goya deve ter descartado a pintura original por ser perigoso manter algo do monarca anterior sob o risco de ser chamado de traidor.
Se você gosta desse tema, veja as imagens por trás do quadro "O Quarto Azul", de Pablo Picasso, e "Mona Lisa", de Leonardo da Vinci.
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