domingo, 24 de junho de 2012

Defesa Civil registrou mais 165 ocorrências

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com
24.06.2012


Inundações e alagamentos atingiram praticamente todos os bairros da Capital cearense
A manhã de sábado foi de faxina e de tentar recuperar o que foi perdido depois da chuva de 161 milímetros que caiu em Fortaleza na última sexta-feira. Nas casas invadidas pela água, os moradores aproveitaram para varrer a lama e colocar os móveis e eletrodomésticos em seus lugares. De acordo com a Defesa Civil de Fortaleza, das 8 horas de sexta-feira até às 8 horas de ontem, dia 23, foram atendidas 287 ocorrências. Destas, 165 foram notificadas das 17 horas de sexta até às 12 horas de sábado.

A doméstica Antônia Irismar Linhares mora no bairro Boa Vista, no Grande Castelão, há oito anos. Porém, sempre que chove muito, a sua casa alaga. "Ainda não me mudei, porque não tenho para onde", explica. Sua casa, na rua São Sebastião, estava tomada pela lama e a geladeira foi colocada em cima de um rolo de fio, com a altura de cerca de um metro, para que não fosse perdida.


Moradores do bairro Boa Vista tiveram suas casas alagadas e passaram a noite no Centro de Referência e Assistência Social (Cras) FOTO: ALCIDES FREIRE

A auxiliar de serviços gerais Zilmar Dantas também conta que, quase todos os anos, é obrigada a trocar os móveis de sua casa. "Eu praticamente só trabalho para comprar as coisas de casa", diz.

Por conta de o nível da água ter subido muito, Antônia Irismar Dantas, sua mãe, Lucimar Lopes, os filhos e vários vizinhos tiveram que passar a noite no Centro de Referência e Assistência Social (Cras) do Castelão. "Foi o jeito. A água estava no meio da coxa. Ainda bem que está fazendo sol de manhã. Voltamos às 7 horas", destaca.

Na Barra do Ceará, foi preciso abrir três buracos no muro da Escola Municipal Casimiro José de Lima Filho, na Avenida Francisco Sá, para que a água escoasse. Os momentos foram de tensão e desespero para as 550 crianças que lá estudam, de acordo com a diretora da unidade de ensino, Catarina Magalhães. "Em dez anos que trabalho aqui, eu nunca havia passado por uma situação dessas", afirma.

Segundo a diretora, o nível da água chegou a aproximadamente 80 centímetros. Com isso, os carros dos professores que estavam estacionados na escola também foram danificados. "Estou esperando o reboque, porque sei que o motor está cheio de água", reclama.

Entre as ocorrências registradas, a maioria (194) são alagamentos, seguidas de inundação (37). A Regional com o maior número de ocorrências foi a III, com 75 casos. Está na Regional V, o bairro que mais concentrou o número de casos, o Genibaú, com 29 notificações, registrando 21 alagamentos, um desabamento e sete inundações.

KELLY GARCIA
REPÓRTER

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