segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Do paraíso ao inferno em 130 dias: relembre rebaixamento do Palmeiras

Fonte: http://placar.abril.com.br
Empate por 1 x 1 com o Flamengo rebaixou o Palmeiras à série B após dez anos


Em 11 de julho, o Palmeiras levantou a taça da Copa do Brasil em tom de alívio. Tudo que levou ao título dava a impressão de que o período sem conquistas expressivas e cheio de vexames chegava ao fim. Neste dia 18 de novembro, porém, o engano foi desfeito com o rebaixamento no Campeonato Brasileiro.
O Brasil era alviverde
Depois do empate por 1 x 1 com o Coritiba, no Paraná, Marcos Assunção ergueu o troféu da Copa do Brasil em gesto que simbolizou bem mais do que o título mais importante de sua carreira. Era a primeira conquista de relevância desde a Libertadores de 1999 e responsável por ratificar o Palmeiras como maior campeão do País: quatro Campeonatos Brasileiros, duas Taças Brasil, dois Torneios Roberto Gomes Pedrosa e duas Copas do Brasil.
Particularmente, a festa no Couto Pereira também foi especial para Luiz Felipe Scolari, que se reforçou como Rei de Copas ao ampliar sua distância como maior vencedor da Copa do Brasil com sua quarta conquista – é o único técnico a ganhá-la mais de uma vez – e alcançou seu primeiro título importante desde o Mundial de 2002 pela seleção brasileira. Sua visão no clube também mudou: se três meses antes teve seu pedido de demissão negado pela diretoria e dois meses antes havia prometido não renovar o contrato que acabaria em dezembro, agora já ouvia pedidos para ficar no clube em 2013 e se animou.
Na volta a São Paulo, a festa fez com que todos os problemas do Verdão fossem esquecidos. Embriagado, Marcos, aposentado desde janeiro, tomou o microfone em trio elétrico e fez provocações ao Corinthians, chamando o rival de ‘gambá’, antes de ser literalmente carregado até o campo da Academia de Futebol e seguir festejando. Valdivia, também sob efeito do álcool, puxava coro para Assunção e Felipão ficarem em 2013 e prometeu só deixar o time se a torcida quisesse. O meia parecia ter se esquecido do sequestro sofrido em junho e da esposa e filhos que estavam no Chile com medo de São Paulo.
Politicamente, a conquista também serviu para o presidente Arnaldo Tirone e o vice-presidente Roberto Frizzo terem uma aparente incontestável arma para calar os críticos e já pensarem nas eleições no clube, em janeiro. César Sampaio, volante vitorioso no Palmeiras na década de 1990, agora acumulava elogios por seu trabalho como gerente de futebol ou como ‘apagador de incêndios’. A volta à Libertadores ainda aumentou a expectativa por grandes contratações. No embalo de Betinho como herói pelo gol na final em Curitiba, Bruno eleito o melhor goleiro da Copa do Brasil e a volta de Obina quase três anos após ser dispensado por agredir Maurício Nascimento no intervalo de um jogo, o Verdão encarava a zona de rebaixamento do Brasileiro como algo temporário. Os empates com São Paulo e Coritiba em meio a uma série de desfalques e a vitória sobre o Náutico na sequência fortaleceram esse pensamento.
Mago some, e Pirata não resolve sozinho
A vitória contra o Náutico, 11 dias depois da conquista da Copa do Brasil, já mostrou que paz não combinava com Palmeiras. O goleiro Deola foi emprestado ao Vitória como consequência de problemas internos e Valdivia deixou o jogo desistindo da ideia de ficar. “Os contratos são como regras, que são feitas para serem quebradas. Existem cláusulas e coisas a serem resolvidas. Temos de sentar e conversar”, falou o chileno.
Após a declaração, o Mago começou a reclamar de lesões, enquanto era sondado pelo Flamengo e via Arnaldo Tirone recusar proposta superior a R$ 10 milhões do futebol árabe pelo meia, mesmo com o presidente ciente de que o Verdão ainda paga de forma parcelada R$ 36 milhões referentes à contratação de Valdivia em 2010 (o valor inclui os juros bancários, pois o time precisou de um empréstimo para chegar a um acordo com o Al Ain, dos Emirados Árabes Unidos).
Se não era negociado, Valdivia também não jogava, alegando sentir dores. E no departamento médico já estavam naquela época Maurício Ramos, Román, Thiago Heleno, João Vitor, Henrique, Maikon Leite e Marcos Assunção – mais tarde, Daniel Carvalho se juntou a eles. Nesse período, quem voltou foi Barcos, recuperado da apendicite que o tirou das finais da Copa do Brasil. O camisa 9 logo mostrou seu valor, ao mesmo tempo em que ficava clara a dependência do time pelo Pirata. Ficou evidente também que ele não poderia resolver sozinho. Em uma sequência de sete jogos, o centroavante fez todos os sete gols da equipe, mas, neste espaço de tempo, ocorreram derrotas para Cruzeiro, Inter, Fluminense e Atlético-GO e só uma vitória sobre o Flamengo e duas sobre o Botafogo, uma delas pela Copa Sul-americana.
Esperança vira angústia
No fim de julho, após a saída de Deola, outro reserva deixou o elenco campeão da Copa do Brasil: o lateral direito Cicinho, vendido ao Sevilla, da Espanha. Mas o time nem pareceu sentir falta dele. Na verdade, pouco depois de sua negociação, uma partida se tornou emblemática na luta por esperança do Verdão: a vitória sobre o Flamengo, por 1 x 0, em 15 de agosto.
Aquele jogo, definido com gol impedido de Barcos, após o time ter sido prejudicado por erros de arbitragem em derrotas para Bahia e Cruzeiro, marcou a volta de Valdivia e deixou o clube fora da zona de rebaixamento pela primeira vez depois de oito rodadas. O ânimo ficou tão grande que Marcos Assunção sentiu que poderia fazer a cirurgia no joelho direito que estava adiando e já se falava no clube em evitar logo o risco de cair para priorizar a Copa Sul-americana.
Como uma injeção de esperança, Correa foi contratado mesmo estando há quatro meses sem jogar. No compromisso seguinte ao triunfo sobre o Flamengo, porém, o time perdeu para o Atlético-GO. No outro fim de semana, uma nova derrota, desta vez para o Santos, no Pacaembu, determinou a equipe como dona da quarta pior campanha do primeiro turno do Brasileiro, dentro da faixa de descenso.
Em meio a esses tropeços, o time perdeu do Botafogo por 3 x 1, pela Sul-Americana, em jogo no qual tinha tantos desfalques que faltou atleta para completar o banco – Fernandinho, lateral esquerdo reserva, teve que operar o joelho esquerdo e só volta em 2013 -, mas, como havia vencido em casa na ida por 2 x 0, a classificação foi garantida. Ficou a promessa de usar a luta no duelo continental como modelo para o Brasileiro – por pouco tempo.
O começo do segundo turno nacional não poderia ser pior. O Verdão perdeu por 3 x 0 da Portuguesa em uma péssima atuação no Canindé e viu os clubes fora da zona de rebaixamento se distanciarem. No compromisso seguinte, mesmo com um a mais desde os 15 minutos do primeiro tempo devido à expulsão de Kleber, o time ficou no 0 a 0 com o Grêmio, no Pacaembu – o duelo marcou a estreia de Tiago Real, meia vindo do Joinville.
O fim de uma era
Naquele momento do Palmeiras, até uma notícia boa se tornava ruim. Por seu desempenho no clube, Barcos, que chegou ao Brasil em janeiro em meio a processo de naturalização para ser equatoriano e ter chances de jogar na seleção daquele país, foi convocado para a Argentina. E o time passou a precisar se virar sem o artilheiro. Para reforçar o elenco, chegou o veterano lateral esquerdo Leandro, que não jogava desde o fim de 2011.
Mesmo com a ausência de seu camisa 9, Felipão decidiu soltar o time para ajudar Obina, seu substituto. Na primeira partida, deu certo e a equipe venceu o Sport por 3 x 1, no Pacaembu, naquela que seria a última vitória do treinador pelo clube. Toda a alegria do triunfo se desfez com os 3 x 0 impostos pelo Atlético-MG, em Belo Horizonte.Logo depois, veio a derrota por 3 x 1 para o Vasco, em São Januário. Três semanas após falar sobre sua renovação de contrato em praia carioca, Felipão deixava o mesmo Rio de Janeiro ciente de que tinha que sair imediatamente, mesmo tendo prometido três dias antes “cair junto com o time em caso de rebaixamento”. Dessa vez, a diretoria, enfim, concordou com sua vontade de ficar desempregado.
Em 13 de setembro, o Palmeiras anunciava a saída do técnico campeão da Copa do Brasil dois meses antes. Em sua segunda passagem pelo clube, iniciada em julho de 2010, tornou-o o segundo treinador que mais vezes comandou o time: são 408 jogos, deixando-o atrás apenas de outro gaúcho, Osvaldo Brandão. Pelo Palmeiras, Scolari foi campeão da Libertadores de 1999, das Copas do Brasil de 1998 e 2012 e do Torneio Rio-São Paulo de 2000.
Tensão e um novo bombeiro
Felipão deixou o Verdão três dias antes de uma partida contra o Corinthians. Coube a Narciso, ex-defensor contratado como treinador das categorias de base do clube semanas antes, fazer a sua estreia como técnico de um time profissional, contando com uma volta forçada de Marcos Assunção, ainda com o joelho recém-operado inchado. O resultado foi um dos clássicos mais tensos da história do Derby.
A vitória corintiana por 2 a 0, que fixou o Palmeiras em penúltimo lugar, ficou em segundo plano. O time, com a mesma base de Scolari, teve Luan expulso por absoluto descontrole com 25 minutos em campo, símbolo do desespero da equipe. Já torcedores palmeirenses começaram o clássico com um mosaico convocando corintianos para uma luta sem armas de fogo, esboçaram uma invasão de campo após o primeiro gol do rival, brigaram entre si, depredaram o Pacaembu atirando copos, garrafas e cadeiras no campo e ainda tentaram agredir o presidente Arnaldo Tirone e o vice Roberto Frizzo, tanto no estádio quanto em uma lanchonete de Frizzo, que ficou destruída.
Após a partida, o religioso Maurício Ramos dizia que o time estava no “inferno”, Valdivia adotava tom de quem já jogava a toalha e pichação chamando os atletas de “vagabundos” apareceram no Palestra Itália. No dia seguinte à derrota, Tirone, cobrado publicamente até por seu diretor jurídico, Piraci Oliveira, não apareceu em evento na Arena Palestra Itália envolvendo clubes de todo o Brasil. Frizzo também faltou. Coube aos vice-presidentes Edvaldo Frasson e Walter Munhoz representarem o clube, e na mesma semana ambos solicitaram afastamento de seus cargos. No time, quem fez o mesmo foi João Vitor, que passou a dizer sentir dores publicamente, mas pediu para não jogar mais pelo clube após ser ameaçado por torcedores.
Neste ambiente, a diretoria, que não procurou o austero Emerson Leão por veto do elenco, recebeu uma negativa de Jorginho e não conseguiu entrar em acordo com Paulo Roberto Falcão, decidiu pagar a multa rescisória de Gilson Kleina para tirá-lo da Ponte Preta e apostar nele como o responsável por evitar o rebaixamento. Para ajudá-lo, os dirigentes optaram por uma semana de concentração em Itu, que teve até o ex-goleiro Marcos dormindo no hotel.
Kleina assumiu um elenco dividido entre ‘orfãos’ de Felipão, que estavam dispostos a ajudar, e outros que não aguentavam mais o estilo disciplinador do antigo técnico. Na tabela, o Palmeiras estava em penúltimo lugar, a oito pontos do primeiro clube fora da zona de rebaixamento. Humilde ao se apresentar, admitindo que não seria contratado se a situação não estivesse ruim, o treinador foi ousado na estratégia que impôs: fazendo marcação sob pressão no campo adversário, ganhou de Figueirense e Ponte Preta, pelo Brasileiro, e Millonarios, da Colômbia, pela Sul-americana – resultados que minimizaram o erro da diretoria ao não inscrever o lateral esquerdo Leandro no torneio continenta
Choque de realidade
A esperança claramente se renovou com a chegada de Kleina, mas a realidade logo reapareceu no Verdão. Por conta da confusão na derrota para o Corinthians, a TUP (Torcida Uniformizada do Palmeiras) passou a ser impedida de entrar em estádio e o clube recebeu do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) a punição de mandar quatro jogos a mais de 100 km da capital.
Em campo, Kleina resolveu inovar contra o São Paulo, no Morumbi. Sem Maikon Leite, machucado, e com Luan à disposição, optou por escalar o meia Daniel Carvalho, fora de forma, em trinca ofensiva com Valdivia e Barcos. Acabou perdendo por 3 x 0 em clássico no qual Artur foi expulso no começo do segundo tempo e Valdivia teve lesão no joelho esquerdo que não lhe permitiu mais jogar neste ano.
Após sua primeira derrota e má atuação no Verdão, o técnico pôde mostrar qualidade na escolha de uma nova ‘casa’. A pedido dele, a diretoria escolheu jogar em Araraquara contra o Coritiba, em confronto direto para escapar da Série B. E a equipe, em novo desempenho decepcionante, perdeu por 1 x 0. Na sequência, outro tropeço por 1 x 0, desta vez diante do Náutico, em Pernambuco.
O clima estava pesado, tanto que, antes do jogo nos Aflitos, cerca de 30 membros de uma torcida organizada tentaram invadir o hotel da delegação no Recife e só foram contidos quando César Sampaio e Gilson Kleina optaram por conversar com os revoltados. A comissão técnica decidiu manter o grupo no Nordeste para enfrentar o Bahia três dias depois – neste período, sem atletas suficientes entre os convocados, chegou a ter o assessor de imprensa Marcelo Cazavia participando de uma atividade.
Barcos enfrentou uma maratona a partir de então. Defendeu a seleção argentina no Chile e, menos de 24h depois, estava em campo na Bahia após passar 12 horas nos aeroportos de Santiago, Guarulhos e Salvador, chegando ao estádio a tempo de jogar graças à ajuda de policiais, que abriram espaço no trânsito. No jogo, o centroavante mostrou a razão de tanto o esforço: deu a assistência para Betinho fazer o gol da vitória por 1 x 0, reduzindo para seis pontos a diferença para a saída da zona de rebaixamento.
O time seguiu direto do Nordeste para Araraquara, onde enfrentou e venceu o Cruzeiro por 2 x 0 na rodada seguinte, com dois gols de Barcos. Antes da partida, outro assessor de imprensa do clube, Fábio Finelli, chamou atenção ao jogar sal grosso nas traves, em ação que teve a conivência de Gilson Kleina.
Mas nenhuma mandinga foi suficiente para fazer o Palmeiras, enfim, embalar. Após ser eliminado da Sul-americana vendo seu time misto (com Barcos pedindo e entrando em campo) perder por 3 x 0 para o Millonarios, na Colômbia, a equipe foi derrotada pelo Inter por 2 x 1, no Beira-Rio. A desclassificação aconteceu na mesma semana em que viu o ídolo Alex preferir retornar ao Coritiba em vez de voltar a jogar no clube em que venceu a Libertadores de 1999.
A partida contra o Inter ainda teve uma peculiaridade. O árbitro Francisco Carlos Nascimento chegou a validar um gol de mão de Barcos, que seria o de empate, mas, minutos depois, disse que o lance era ilegal, sem dar cartão ao argentino. A diretoria do Verdão pediu a anulação do jogo por interferência externa na arbitragem: dizia ter provas de que o delegado Gerson Antônio Baluta perguntou a repórteres se houve o toque de mão e repassou a informação ao quarto árbitro Jean Pierre Gonçalves Lima, que alertou Nascimento.
O departamento jurídico alviverde levou o caso ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva, com o intuito de impugnar o jogo. Porém, desta vez nos bastidores, o Palmeiras sofreu mais uma derrota contundente: 9 votos a 0.
Desespero e rebaixamento consumado
Sem sucesso no STJD, a esperança ficou apenas nos pés dos jogadores, que não conseguiram evitar a queda. Mesmo com boa atuação e de inúmeras chances criadas na frente, o Palmeiras só empatou por 2 x 2 com o Botafogo, em Araraquara. A partida foi marcada por mais um confronto de torcedores palmeirenses com a polícia, que impediu a invasão de campo. Só o gol de Barcos no fim do jogo acalmou os ânimos.
Mas a tarde inspirada do Pirata, que alcançou sua meta de 27 bolas nas redes no ano, não foi suficiente para a equipe. O destaque negativo ficou por conta de Maurício Ramos, que falhou nos dois gols do adversário e chorou ao término do confronto.
Com os tropeços, a torcida passou a exercer cada vez mais pressão sobre o elenco e a diretoria, inclusive com ameaças de agressão. Neste clima hostil, o time sonhava com a reação contra o Fluminense, em Presidente Prudente. O time carioca abriu dois gols de vantagem, e o Verdão mostrou força para empatar, mas levou o gol de Fred nos minutos finais.
O tropeço colocou o Verdão perto do rebaixamento e deu o título antecipado do Brasileirão contra o Fluminense. A consequência foi mais uma ação fora de campo de torcedores, que atearam fogo na loja oficial do clube, no estádio Palestra Itália. Com muitos desfalques, a queda foi inevitável neste jogo contra o Flamengo, em Volta Redonda.
Mesmo com o gol do contestado atacante Vinícius, Vagner Love, que se destacou exatamente na Série B conquistada pelo Verdão em 2003, decretou o empate com os cariocas, por 1 x 1. Somado aos resultados de Portuguesa, que empatou com o Grêmio, e Bahia, vencedor no confronto com a Ponta Preta, o time paulista, o qual há pouco mais de quatro meses comemorava a conquista da Copa do Brasil, teve finalmente decretado seu retorno à divisão de elite do futebol nacional, com duas rodadas de antecedência.
Gazeta Press

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

CHARGE-PARA VER E RIR

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/
12/11/12



Morre o ator e diretor Marcos Paulo

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com
12.11.2012

No início do mês, o Hospital São José havia divulgado que Marcos Paulo tinha vencido a batalha contra a doença
Marcos tinha 61 anos e durante mais de 30 trabalhou na Globo, como ator e diretor - sendo um dos principais da emissora foto: Liana Sampaio (22/07/2011)
Rio de Janeiro Após uma luta de mais de um ano contra um tumor no esôfago, o ator e diretor Marcos Paulo veio a falecer na noite de ontem, de embolia pulmonar. Ele estava em sua casa, no Rio. Na última sexta-feira (09), Marcos havia marcado presença no “IV Amazonas Film Festival”, que aconteceu na cidade de Manaus.
Em agosto do ano passado, o diretor havia passado por uma cirurgia para remover o tumor. 
No início de novembro de 2012, o Hospital São José, no Rio, havia divulgado que Marcos Paulo tinha vencido a batalha contra a doença, após uma bateria de exames. “Uma saúde perfeita e o câncer do esôfago em total remissão”, disse a nota da clínica na época. Em recente entrevista à revista “Alfa”, o diretor comentou: “Quando recebi a notícia do câncer, pensei: ‘Perdi’. É uma coisa chocante. Você sempre acha que pode acontecer com quem está do lado. Nunca com você”. E completou: “Estou vivo e essa é uma guerra que tinha de enfrentar. Guerras são feitas de batalhas, e a gente vai vencendo uma a uma”.
Marcos tinha 61 anos e durante mais de 30 trabalhou na Globo, como ator e diretor - sendo um dos principais da emissora.
Entre seus trabalhos mais recentes como ator está o papel de protagonista em “Começar de Novo” (2004), de Antonio Calmon. Já como diretor, ele esteve à frente de produções como “O Beijo do Vampiro” e “Malhação”. Além das funções ligadas à televisão, ele ingressou como diretor no cinema há dois anos em “Assalto ao Banco Central”, de Renê Belmonte. 
Como ator de filmes, Marcos teve participações menos frequentes. Um dos trabalhos recentes de maior impacto foi em “Se Eu Fosse Você 2”, de Daniel Filho. Marcos Paulo foi casado com Renata Sorrah, Flávia Alessandra e sua última esposa foi Antonia Fontenelle, atualmente no ar em “Balacobaco”, na Rede Record.
Famosos
Através do Twitter, famosos comentaram a morte de Marcos Paulo. A cantora Claudia Leitte disse que teve o prazer de trabalhar com Marcos Paulo e estava se preparando para revê-lo no show da virada.
Mariana Rios pediu que Deus conforte a família do “querido Marcos Paulo!” e disse estar muito triste a noticia.
A atriz Fernanda Paes Leme comentou que o diretor era muito jovem e que foi dirigida por ele na novela ‘Desejo Proibido’! “Sentirei saudades! Força querida Antonia e família”, afirmou
“Não estou conseguindo nem falar, não está dando. É muito triste, o pai da minha filha, do meu neto. Isso não podia ter acontecido com ele”, disse a atriz Renata Sorrah, ex-mulher do diretor, que também foi casado com a atriz Flavia Alessandra.

Em ano de rei

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12.11.2012

Estrela maior do Barca, o argentino Messi derrubou, ontem, um recorde de Pelé que já durava 54 anos

Messi ratificou, ontem, a quebra da marca de gols de Pelé numa temporada FOTO: REUTERS

O atacante argentino Lionel Messi parece não se cansar de conseguir marcas inéditas. Ontem, ele comandou o Barcelona na vitória por 4 a 2 sobre o Mallorca, marcando dois gols e ultrapassando as 75 vezes que Pelé balançou as redes no ano de 1958.

Desde o primeiro dia do ano, o argentino marcou 76 gols em 2012. Agora ele só tem à frente os 85 gols marcados pelo atacante Gerd Müller em 1972. De quebra, Messi ajudou a equipe a conquistar dez vitórias em 11 jogos do Campeonato Espanhol, marca inédita até ontem, na história da competição.

Sempre à frente no placar, o Barça teve os outros dois gols anotados por Xavi e Tello. Já o Mallorca balançou as redes com Pereira e Victor. Messi, por sua vez, marcou o segundo e o quarto da equipe catalã. No primeiro, chutou de fora da área e contou com falha do goleiro Aouate. No segundo, deu belo chute no canto direito do gol rival, sem chance para Aouate. Em ambos os lances o argentino homenageou o filho recém-nascido Thiago.

A vitória manteve o Barcelona cada vez mais líder do Espanhol, com 31 pontos, seis à frente do segundo colocado Atlético de Madri. Já o Mallorca soma 11 pontos, rondando a zona de rebaixamento. Na próxima rodada, Messi e seus companheiros de equipe recebem o Zaragoza, enquanto o Mallorca visita o Celta de Vigo, outra equipe próxima do Z-3.

Sufoco

Em duelo válido pelo encerramento da 11ª rodada do Campeonato Espanhol, o Real Madrid derrotou o Levante por 2 a 1, também, ontem. O gol do triunfo foi marcado por Morata nos minutos finais, após a equipe da casa ter buscado o empate.

O resultado leva a equipe da capital a 23 pontos, na terceira posição da tabela, atrás ainda de Atlético de Madrid (25) e o ponteiro Barcelona (31). Por seu turno, o Levante permanece com 17 pontos, em sexto lugar.

As duas equipes voltam a campo pela competição nacional no próximo sábado. O Real volta a Madri, onde encara o Athletic Bilbao, no Santiago Bernabéu. E o Levante pega o Deportivo La Coruña.

O jogo

O time madrilenho não demorou muito a movimentar o marcador do Estádio Cidade de Valencia. Aos 21 minutos, pouco depois de estancar sangramento no rosto causado por dividida com Navarro, o atacante Cristiano Ronaldo aproveitou um cruzamento executado por Xabi Alonso e chutou forte e no alto para vencer o goleiro Munúa.

Apesar da vantagem, o Real não poderia se valer de sua técnica em função do estado ruim do gramado, muito encharcado pela chuva que caía. Várias regiões do campo tinham poças, o que prejudicava o bom andamento da partida.

No intervalo, aos 17 minutos do segundo tempo, a equipe da casa conseguiu o empate, com gol marcado por Ángel, que ganhou dividida com o zagueiro Pepe e tocou por cima de Casillas.

Gol salvador

Sem seu principal jogador - Cristiano Ronaldo fora substituído por Albiol no intervalo -, o Real se livrou da derrota graças a Morata. Pouco depois de sair do banco, o atacante de 20 anos formado pelo clube anotou de cabeça o gol da vitória, aos 39 minutos.

Ainda são esperadas provas do PT

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12.11.2012

A situação gera um desconforto que envolve a Justiça Eleitoral, responsável por fiscalizar o pleito
Após duas semanas da realização do segundo turno em Fortaleza, o Partido dos Trabalhadores ainda não apresentou à Justiça Eleitoral do Ceará, conforme prometido no dia da votação, as supostas provas de compra de votos na Capital em favor da coligação que apoiou o prefeito eleito Roberto Cláudio (PSB).

Logo após o segundo turno, representantes da candidatura petista anunciaram, em coletiva, ter provas de compra de votos na Capital FOTO: FABIANE DE PAULA

Inevitavelmente, a situação gera um desconforto que envolve a Justiça Eleitoral do Ceará, tendo em vista que o procurador regional eleitoral, Márcio Torres, já afirmou mais de uma vez que não está ciente que esse tipo de situação tenha ocorrido na Capital e assegura que foi às ruas no dia da votação, juntamente com promotores, para intensificar a fiscalização.

Por sua vez, o deputado Antonio Carlos (PT), que coordenou a campanha de Elmano de Freitas, e outros dirigentes petistas sustentam que faltou eficiência do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) no tocante à fiscalização. De acordo com Antonio Carlos, a assessoria jurídica do PT está reunindo provas "robustas" para a representação, mas não adiantou quando a legenda deverá apresentar o material à Justiça Eleitoral. O deputado também garante que os fiscais do partido receberam mais de 500 denúncias no dia da votação.

Desvio
"Quanto mais robustas e consistentes, melhor, a pressa nesse momento não ajuda. Quanto mais apurado esse questionamento à Justiça, melhor, inclusive pela responsabilidade do processo", aponta. Para o deputado Antonio Carlos, foram cometidas irregularidades nunca vistas na Capital cearense durante o período eleitoral. "Houve algum desvio (em eleições anteriores), mas nós havíamos avançado nesse processo. É um retrocesso sem paralelo em Fortaleza. O que aconteceu no dia 28 de outubro não tem paralelo, nem no Interior do Estado".

O procurador regional eleitoral, Márcio Torres, admite que houve, sim, um número maior de denúncias do que nas últimas eleições municipais, em 2008, mas afirma que a maior parte se refere a propaganda irregular e boca de urna, além de serem "vagas e abertas". Ele ainda justifica que esses números não podem ser considerados "de forma absoluta", pois devem ser levados em conta dois aspectos. Primeiro, o acirramento da disputa; segundo, o aumento das ferramentas para o eleitor fazer as denúncias e ampliação do corpo de fiscais.

Segundo o procurador regional eleitoral, a coligação tem mais de um artifício jurídico para questionar os resultados das eleições. Ele também assegura que ainda há "tempo hábil" para impetrar ação de impugnação do mandato, que poderá se dar até 15 dias após a diplomação.

A cientista política Adelita Carleial, professora da Universidade Estadual do Ceará, diz acreditar que o partido pode estar reunindo as provas, considerando a gravidade das denúncias. "Que tamanho é essa realidade e que peso ela tem para modificar o processo vai depender das provas", aposta.

Ela também explica que, mesmo questionando o resultado das urnas, a prefeita Luizianne Lins (PT) não teria outra opção a não ser dar curso ao processo de transição, iniciado nesta semana. "Porque causaria mais tensão ainda. Denúncia verbal não se constitui um fato, é natural que a Prefeitura cumpra essa etapa", opina a professora.

Enquanto isso, a cientista política Patrícia Teixeira avalia que, até agora, o discurso do PT não passa de "falácia", já que as provas não foram apresentadas à sociedade. "A partir do momento que isso puder ser provado, muda de figura. É o dito pelo não dito. Só a palavra não basta", aponta a pesquisadora.

A cientista política diz que a acusação constitui uma afronta à competência da Justiça Eleitoral do Ceará, pois, segundo ela, o processo eleitoral já avançou significativamente no Brasil. "Eu não discordo da versão do deputado Antonio Carlos (de reunir provas robustas), mas eles sabem que o TRE é um órgão sério. O processo foi feito com lisura, não há denúncias concretas de fraude. Hoje, temos um pleito modernizado", reflete.

Derrota
A professora Patrícia Teixeira compara a postura do PT com o posicionamento do ex-candidato a prefeito, deputado Heitor Férrer (PDT), que questionou judicialmente o resultado das eleições. "Tentaram repetir a mesma situação do Heitor, que quis atribuir a derrota à pesquisa dos institutos. Isso foi uma atitude tomada logo na primeira semana", acredita.

O deputado Antonio Carlos chegou a afirmar que a fiscalização do TRE deixou a desejar no dia da votação. Segundo explanou, alguns policiais fizeram vista grossa sobre as irregularidades cometidas nas ruas de Fortaleza, no último dia 28.

O procurador Márcio Torres alerta para a gravidade da denúncia. Ele diz que, se foram constatadas essas irregularidades cometidas por policiais, a coligação deveria ter entrado com uma representação contra os profissionais, já que isso se concretiza prevaricação, ou seja, ação por interesse ou má-fé.

A opinião de Patrícia Teixeira é que essas denúncias podem ter surgido principalmente pela derrota inesperada da legenda. "O PT não esperava de forma alguma perder essa eleição". Entretanto, ela afirma que, agora, é uma "questão de honra" a apresentação das provas, pois, em caso de inexistência desse dossiê, poderia ficar comprometida a credibilidade do partido.

O procurador regional eleitoral, Márcio Torres, pondera acerca da imagem que o PT pode construir ao protagonizar esse episódio. Para ele, só a população poderá fazer o seu juízo, mas adianta que tanto a sociedade quanto a Justiça Eleitoral "estão ansiosos" para tomar conhecimento das supostas provas prometidas pela legenda.

Márcio Torres lembra que o processo deverá ser encaminhado primeiramente a 114ª Zona Eleitoral e, posteriormente, segue para apreciação na Procuradoria Regional Eleitoral. Para mudar efetivamente o resultado do pleito, ele diz que só em caso de prova concreta de compra de votos com participação direta do candidato ou em situação de anuência, quando ele é conivente com o ocorrido.

SAIBA MAIS
Apuração
Logo após a apuração dos votos do segundo turno, o petista Elmano de Freitas fez um pronunciamento no comitê de campanha, criticando "práticas políticas atrasadas" durante a eleição.

provas
Apoiadores da candidatura petista realizaram, alguns dias depois, entrevista coletiva para anunciar que dispõem de provas de compra de votos na Capital, o que teria interferido no resultado do pleito.

Impugnação
Lideranças do PT disseram que enviariam as provas à Justiça Eleitoral e pediriam a impugnação de Roberto Cláudio. Porém, as provas ainda não foram entregues.

X Bienal do Livro expõe peças de acervo histórico

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com
12.11.2012

Exposição, que contém material do século XIX, possui utensílios de pequena tipografia artesanal
A História da Imprensa também está presente na X Bienal Internacional do Livro, que está ocorrendo no Centro de Eventos do Ceará até o dia 18. Uma exposição de máquinas tipográficas, do final do século XIX, trazidas pelo xilógrafo, gravador e poeta cordelista João Pedro de Carvalho Neto, ou João Pedro do Juazeiro, como é conhecido, mostra como eram impressos jornais, livros, cordéis e outras realizações literárias naquela época.

Organizador afirma que escritores como José de Alencar e Machado de Assis imprimiam seus romances nessas máquinas FOTO: WALESKA SANTIAGO

A mostra, que está pela primeira vez na Bienal, faz parte do espaço dedicado ao cordel. Em meio aos estandes de livros de cordel, CDs e DVDs, xilogravuras e outros objetos, as peças chamam atenção do público que admira os versos, os enredos, os causos contados oralmente, as cantigas realizadas pelos mestres do universo cordelista e aproveita, ainda, para conhecer um pouco da História da Imprensa no Brasil e no Nordeste.

O maquinário integra a Tipografia Padre Cícero, que João Pedro mantém no Centro da Cidade. Na mostra, além de máquinas impressoras, são expostos ao público os armários que guardavam as caixas de tipos (peças de metal com letras em alto relevo), rolo de tintas, papéis, estiletes. Enfim, todos os utensílios e equipamentos de uma pequena tipografia artesanal.

Tecnologia
Para os curiosos, a maioria jovens que só conhecem a era digital e os avanços da tecnologia, como internet, ipads e smartphones, que procuravam conhecer os maquinários, João Pedro, pacientemente, mostrava como funcionavam e o modo como os jornais e livros eram feitos.

"O tipógrafo escolhia letra por letra para compor uma frase, colocava no componedor, e encaixava na rama da impressora, enquanto o papel ficava embaixo. Uma alavanca juntava a rama e o papel, onde eram impressas as palavras", explicava ele, enquanto alguns manuseavam a máquina.

No acervo, pode ser encontrada uma tipografia manual de 1880, que não usava energia e era também chamada de "suvaqueira", em alusão ao movimento do braço ao manusear a alavanca. "Esse tipo de máquina, que podia ser levada em carroça, foi muito usada pelos revolucionários daquela época (abolicionistas, republicanos), que imprimiam seus panfletos em casebres distantes para não serem descobertos", explicou João Pedro. "Escritores famosos, como José de Alencar, Machado de Assis, imprimiam seus romances nessas máquinas, depois de escreverem suas histórias à mão". Há uma tipografia de pedal, da marca alemã Minerva, de 1889, e outra a motor, fabricada em Pernambuco, com acabamento em solda.

Poeta
De acordo com informações do poeta e cordelista João Pedro de Carvalho Neto, apesar de grande parte do material, ainda hoje, ser utilizado durante a produção de peças gráficas estudantis, o que ocorre de maneira artesanal e de custo bem mais baixo, não podem competir com os modernos equipamentos digitais disponíveis atualmente. 

Fortaleza na Série C: mais um ano de sofrimento, luta e espera


Redação Web | 19h14 | 11.11.2012
O pesadelo da Série C parece não ter fim para o Fortaleza. O time tricolor fez uma campanha invejável na primeira fase da Série C 2012. Invencibilidade de 16 jogos e líder absoluto na primeira parte da competição. Tudo isso foi abaixo na fase mata-mata da competição nacional. Foram dois jogos contra o Oeste-SP: empate em 1 a 1 na primeira partida e derrota por 3 a 1, no PV lotado. Leão amarga mais uma ano na Série C.
A primeira grande queda (literalmente) desse período foi o rebaixamento para a terceira divisão. O ano era 2009 e naquele 21 de novembro, quando perdeu de virada para o São Caetano por 2 a 1, o Leão acabava com o sofrimento da segundona e começava outra na terceira divisão do brasileiro.

Foto: Rodrigo Carvalho

A campanha do Fortaleza na Série B de 2009 foi bem abaixo do esperado para um time que há três anos estava disputando a primeira divisão do brasileirão. Foram 20 derrotas dos 38 jogos disputados. Embora tenha feito um dos artilheiros da competição com Marcelo Nicácio, 17 gols, o Leão conseguiu apenas 10 vitórias e empatou 8 partidas. Na classificação final, ficou na 18ª posição, com 38 pontos.
Série C 2010
Cotado com um dos clubes que conquistaria o acesso para à Série B, o Fortaleza passou longe desse feito. Com a conquista do tetracampeonato cearense, o time entrou na edição da Série C 2010 com uma certa moral. Mas logo no jogo de estreia, empate sem gols com o Águia de Marabá, viu que a situação do Leão no certame seria outra. O campeonato foi de tiro curto, apenas 8 jogos na primeira fase, condição na qual os clubes não poderiam ter tropeços.
Uma das apostas da diretoria do Fortaleza foi a contratação do experiente atacante Finazzi. O atleta chegou para reforçar o Leão e formar dupla de ataque com Tatu. Porém, ele não rendeu o esperado. Disputou 7 jogos e fez apenas 2 gols. O time que foi comandado pelo técnico Zé Teodoro chegou na última rodada da primeira fase da Série C com chances de classificação. Mas o resultado foi frustrante. Empate em 1 a 1 com o Águia de Marabá e a não classificação para a fase seguinte.
Mesmo invicto na competição, o Fortaleza ficou na 3ª posição do Grupo A, com 12 pontos. Foram 2 vitórias, 6 empates e nenhuma derrota. Tatu balançou as redes três vezes, André Leonel e Finazzi outras duas cada e Régis marcou um gol pelo Leão.

Foto: Kid Júnior
Após a eliminação, o técnico Zé Teodoro deixou o clube e criticou a diretoria tricolor. “Perdemos para nós mesmos. Mas deixamos a competição de forma invicta. Isso é alguma coisa”, disse o treinador, que tinha pedido reforços e não foi atendido em sua totalidade.
Problemas internos e crise financeira
No início da temporada 2011 o Fortaleza estava de presidente novo, Paulo Arthur, tendo o deputado estadual Osmar Baquit como vice. A todo momento Paulo Arthur fazia queixas ao ex-presidente Renan Vieira, que segundo o mandatário, dificultava o início dos trabalhos da sua gestão.
Os desafios foram enormes, assim como os problemas que insistiam no clube. Com dinheiro reduzido e falta de grandes patrocinadores, a diretoria não conseguiu montar o time competitivo para o Campeonato Cearense 2011. O Fortaleza até fez um bom primeiro turno, chegou a final e acabou derrotado pelo Ceará. O segundo turno foi desastroso. Os resultados em campo não apareceram e o time sequer foi para as semifinais do Estadual. Acabava ali o sonho de conquistar o pentacampeonato cearense.
No meio da turbulência do primeiro semestre, o presidente Paulo Arthur pediu licença de 90 dias e o vice, Osmar Baquit, assumiu a presidência do Fortaleza. Logo que foi questionado sobre a composição da diretoria, Baquit soltou: "O homem do futebol serei eu e Deus. Estarei cercado de pessoas competentes, mas nenhuma contratação será feita sem passar pelo meu crivo", pontuou.
Foco na Série C
Para a disputa da Série C, a palavra no Pici foi reformulação. Umas das primeiras atitudes do novo presidente foi dispensar 19 jogadores. O técnico Ferdinando Teixeira, que assumiu o cargo, ainda no Estadual no lugar de Flávio Araújo, permaneceu e teve 45 dias para preparar o novo elenco para a terceira divisão. Entre os novos contratados estavam os atacantes Carlinhos Bala e Vavá.

Foto: Kiko Silva
A Série C de 2011 foi disputada na mesma fórmula da edição anterior. Na primeira fase, quatro grupos com oito jogos para cada time. Nas duas primeiras partidas, duas derrotas e a inesperada aposentadoria de Ferdinando Teixeira. O cenário no Fortaleza complicou de vez. Assume o time Arthur Bernardes.
O novo treinador comandou o Leão em apenas 3 jogos na Série C: Uma vitória contra o Guarany de Sobral, no PV e dois empates, contra Campinense e  o mesmo Guarany de Sobral fora de casa. Após um mês como técnico do Fortaleza, Arthur entregou o cargo, depois de eliminação do time na Copa Fares Lopes.
Entra e sai de treinadores
Logo na sequência, o que se viu no Pici foi um entra e sai de técnicos e uma completa desorganização na diretoria do clube. Com a saída de Arthur Bernardes, o auxiliar Márcio Rocha, assume inteirinamente o Fortaleza. A diretoria tricolor trabalhou e contratou Ademir Fonseca. O treinador teve passagem meteórica e ficou no clube por exatos cinco dias.
Com proposta de clubes da Série B e com cláusula de contrato pedindo a liberação caso algum time da segundona o contratasse, Ademir deu adeus ao Leão. Nova corrida para contratar técnico e Júlio Araújo é anunciado como treinador, o quinto somente na Série C.
Briga contra o rebaixamento para Série D
Toda essa confusão e desorganização no time tricolor acontecia durante um campeonato curto, em que os times não poderiam pensar em outra coisa a não ser a vitória. Em vez da crise amenizar no Fortaleza, mais problemas e vexames estavam por vir. Nessa altura do campeonato, o time já lutava contra o rebaixamento para a Série D e com a goleada de 4 a 0 sofrida para o América-RN, tudo levava para esse caminho.
Na última rodada, o Leão precisava vencer o CRB por 4 a 0 e torcer para o Guarany de Sobral vencer o Campinense, no outro duelo, para livrar do rebaixamento. Foi exatamente o que aconteceu. Os jogos foram cercados de polêmicas. Do lado de lá, um possível gol irregular do Campinense, e no jogo do Leão, um possível pedido do clube cearense para o CRB facilitar a partida. O caso ganhou repercussão nacional e foi parar no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

Foto: Kiko Silva 
Depois de quase cinco horas, o resultado do primeiro julgamento livrou Fortaleza e CRB de uma eliminação da Série C. Já o atacante tricolor Carlinhos Bala, pegou seis jogos de suspensão, mais multa de R$ 10 mil. Segundo o Tribunal, o atleta teria tentado, com gestos, convencer o CRB a levar mais um gol na partida. Já no pleno do STJD, Fortaleza e CRB foram novamente absolvidos de uma possível manipulação de resultados. No fim das contas, a temporada 2011 foi para qualquer torcedor tricolor esquecer.
Em 2012, ficou no quase
Passado toda a turbulência de 2011, o Fortaleza planejou bem a temporada 2012. No Campeonato Cearense chegou a final e deu muito trabalho ao Ceará, que acabou conquistando o bi-campeonato estadual. Na edição da Série C 2012, uma campanha invejável. Do Estadual, vieram o zagueiro Ciro Sena, o meia Geraldo, o volante Esley, além do atacante Jailson. Somados aos reforços para a terceira divisão, como a aquisição dos atacantes Waldison e Assisinho e mais o acerto do técnico Vica, o Fortaleza montou um time competitivo.
Com a melhor campanha da Série C, o Tricolor cearense teve o segundo melhor aproveitamento na fase de grupos, 72,2%, só perdendo para o campeão da Série D, Sampaio Correa/MA, com 79,6%. A título de comparação, pela Série A, o Fluminense tem 71,6% de aproveitamento, e o Goiás está com 68,5% pela Segundona.
Ainda pela fase de grupos, o Fortaleza jogou 18 vezes, sendo 11 vitórias, 6 empates e apenas uma derrota. O Leão também fez 28 gols e levou apenas 11, sendo a melhor defesa, além de ter conquistado o melhor saldo de gols da primeira fase.

Foto: Alex Costa
A expectativa era enorme por parte da torcida tricolor. O time chegou muito bem às quartas de final da terceira divisão. No primeiro jogo, um empate em 1 a 1 com a equipe do Oeste-SP. O resultado em São Paulo deixou o Tricolor cearense com o regulamento na mão. Bastava um empate sem gols no PV que o time, enfim, deixaria a Série C. A torcida compareceu em peso ao PV, muita festa antes do início da partida. Bastou passar os 90 minutos para a festa se transformar em pesadelo. O Oeste acabou derrotando o Fortaleza por 3 a 1 e o sonho do acesso, mais uma vez, foi adiado para o ano seguinte.
Último acesso
O último acesso do Fortaleza aconteceu em 2004, quando o clube conseguiu subir para a primeira divisão do Campeonato Brasileiro. Na ocasião, o Leão precisava de uma combinação de resultados para garantir a vaga na Série A.
O time tricolor venceu o Avaí/SC por 2x0 no Estádio Castelão, pelo último jogo do quadrangular final da Série B. O time, que era comandado pelo técnico Zetti, ainda contou com uma ajuda do Brasiliense, que, já classificado, derrotou o Bahia por 3x2 na Fonte Nova.

domingo, 4 de novembro de 2012

Concreto que elimina rachaduras sozinho pode ser o futuro da construção

Fonte: http://www.tecmundo.com.br
Por Caroline Hecke em 3 de Novembro de 2012

Projeto pode chegar ao mercado em apenas dois anos.



Concreto que elimina rachaduras sozinho pode ser o futuro da construção 
(Fonte da imagem: Reprodução/Dvice)
O concreto é o material mais popular na construção civil. Ele é barato, fácil de usar e extremamente resistente. Agora, testes feitos pela Universidade de Delft na Holanda mostram que ele pode ter um futuro ainda mais brilhante. A equipe de pesquisa descobriu uma forma de fazer com que o concreto “se cure” sozinho no caso de rachaduras, o que seria a solução para situações em que a ação do tempo é capaz de prejudicar estruturas inteiras.
A nova fórmula do concreto traz bactérias inofensivas aos humanos, as quais entram em ação com o simples contato com a água, criando calcário e consertando as rachaduras por conta própria. Com isso, o concreto poderia ser reconstituído até mesmo com a ação da chuva.
Segundo reportagem da BBC, Henk Jonkers, o microbiologista autor do projeto, afirmou que rachaduras de 0,5 mm de largura já foram completamente sanadas apenas com a ação da água.
Caso as pesquisas avancem, a previsão é que o novo tipo de concreto seja comercializado em, no máximo, três anos. No entanto, isso depende do sucesso da sua aplicação em reais estruturas e da resistência do concreto com a mistura para o uso em grandes quantidades.
Fonte: Dvice, BBC
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